31 de agosto de 2017

SANTA CEIA OU PASCOA JUDAICA

PARE E PENSE!!!

“SANTA CEIA OU PASCOA JUDAICA”

Este é um dos maiores rudimentos do mundo, muitos o chamam de santo sacramento, outros de eucaristia ou a hóstia. Existem diversos segmentos chamados evangélicos, os quais se intitulam estar em graça; que aceitam a destruição do diabo; concordam sobre a predestinação, o fim do pecado, o abandono dos sacrifícios, porém, não toquem nisto: na santa ceia não.

O “santo sacramento” para muitos, é o que mantém seus fiéis em suas reuniões, este é um dia especial onde nas chamadas igrejas, lotam seus recintos, e ali realizam uma festa mística e altamente religiosa.

Porém o estudo a seguir, irá revelar-nos algo que é do desconhecimento deste mundo chamado cristão. A então chamada santa ceia, não foi feita para o povo gentio, mas sim instituída exclusivamente para o povo Judeu. Logo, esta celebração é uma festa judaica.

Antes de entrarmos no primeiro ponto, onde provaremos ao leitor, ser esta uma festa tipicamente judia, queremos mostrar com evidências bíblicas que Deus já anunciava através de seus profetas o desejo de extinguir esta prática; assim como tantas outras predominantes na lei de Moisés.

De que me serve a mim a multidão de vossos sacrifícios? diz o Senhor. “Estou farto” dos holocaustos de carneiros, e da gordura de animais cevados; e não me agrado do sangue de novilhos, nem de cordeiros, nem de bodes. Quando vindes para comparecerdes perante mim, quem requereu de vós isto, que viésseis pisar os meus átrios?

“Não continueis a trazer ofertas vãs”; o incenso é para mim abominação. “As luas novas”, “os sábados”, e “a convocação de assembleias”… não posso suportar a iniquidade e o ajuntamento solene! As vossas luas novas, e “as vossas festas fixas”, a minha alma as aborrece; já me são pesadas; “estou cansado” de as sofrer.

Quando estenderdes as vossas mãos, esconderei de vós os meus olhos; e ainda que multipliqueis as vossas orações, “não as ouvirei”; porque as vossas mãos estão cheias de sangue. Lavai-vos, purificai-vos; tirai de diante dos meus olhos a maldade dos vossos atos; cessai de fazer o mal; ISAÍAS. 1: 11 – 16.

O relato é muito claro, (guardem este detalhe: estamos antes de Cristo; aproximadamente quatrocentos anos). Deus diz claramente através da boca do profeta: estou cansado de receber sacrifícios, ofertas, abluções; não quero mais suas festas cerimoniais, seus cultos e orações, isto já não me compraz.

Inevitavelmente iremos a uma reflexão: quatrocentos anos antes de Cristo, Deus se manifesta mostrando não ter mais contentamento em todos estes rituais. Será que hoje, após o sacrifício da Cruz, no qual foram abolidas todas estas ordenanças, Ele aceitaria novamente, algo que tratou de pôr fim?

Porque “o fim da lei” é Cristo para justiça de todo aquele que crê. ROMANOS. 10: 04.

A base deste estudo está no fim destas ordenanças, porém, antes iremos mostrar onde começou esta prática, e para quem foi direcionada esta festa.

UMA FESTA JUDAICA

Quando Deus entrega as tábuas da lei a Moisés, uma das ordenanças contida nesta lei era instituir “a festa da páscoa”.

Chamou pois Moisés a todos os anciãos de Israel, e disse-lhes: Escolhei e tomai vós cordeiros para vossas famílias, e “sacrificai a páscoa”. ÊXODO. 12: 21.

Atente bem para este termo: “sacrificai a páscoa”. Isto futuramente irá repercutir de forma muito contundente neste estudo. Vamos ao verso 27:

Então direis: Este é “o sacrifício da páscoa ao Senhor”, que passou as casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu aos egípcios, e livrou as nossas casas. Então o povo inclinou-se e adorou. ÊXODO. 12: 27.

Esta festa foi instituída quando da saída do povo do Egito. Ali houve um livramento grandioso para o povo de Israel, e em memória a este dia, Deus lhes ordena que “sacrificassem a pascoa”.

Disse mais o Senhor a Moisés e a Arão: Esta é a ordenança da páscoa; nenhum filho de estrangeiro comerá dela. ÊXODO. 12: 43.

Aqui as coisas já começam a tomar um peso maior. A ordem é explicita: Nenhum estrangeiro poderá participar desta comemoração. É uma festa exclusiva para o povo Judeu. Gentios não podem tomar parte dela!

A pergunta é pertinente: você é gentio ou Judeu?

JESUS E SEUS DISCÍPULOS PARTICIPAM DESTA FESTA

Pode alguém questionar, mas Jesus participou desta festa, sendo Jesus um cristão eu devo fazer o mesmo. O detalhe é que Jesus não era cristão; Jesus de Nazaré foi um Judeu que veio para cumprir a lei de Moisés, portanto ele tinha que tomar parte neste ritual.

Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas “cumprir”. MATEUS. 5:17.

Certo dia estando ele na companhia de seus discípulos, os mesmos o questionam se tomaria parte nesta cerimonia, Jesus então lhes ordena que organizassem a festa.

E, no primeiro dia da festa dos pães asmos, chegaram os discípulos junto de Jesus, dizendo: Onde queres que façamos os preparativos para “comeres a páscoa”? E ele disse: Ide à cidade a um certo homem, e dizei-lhe: O Mestre diz: O meu tempo está próximo; em tua casa “celebrarei a páscoa” com os meus discípulos. MATEUS. 26: 17- 18.

Aí diz bem claro: Onde queres comer a “páscoa”, conforme provado nos versos anteriores, isto era um a festa para os Judeus, estrangeiros não tomavam parte neste ritual. Outro detalhe bem importante deste verso é o que Jesus lhes comunica; “O meu tempo está próximo”, logo esta seria “a ultima” ceia.

E, no primeiro dia dos pães asmos, quando sacrificavam a páscoa, disseram-lhe os discípulos: Aonde queres que vamos fazer os preparativos para comer a páscoa? MARCOS. 14: 12.

Chegou, porém, o dia dos asmos, em que importava sacrificar a páscoa.E mandou a Pedro e a João, dizendo: Ide, preparai-nos a páscoa, para que a comamos. E eles lhe perguntaram: Onde queres que a preparemos? LUCAS. 22: 7 – 9.

Aí estão mais evidências, que ele veio para cumprir a lei.

Antes de entramos no evangelho, para falarmos a acerca deste ritual que deveria ser abolido, após a cruz do calvário, queremos enfatizar, que fazer o que Cristo fez, não é sinônimo de cristianismo. Buscar imitá-lo é tornar-se um Judeu, em suas práticas e ordenanças, segundo a lei mosaica.

Fazer uma cópia pobre deste ato realizado por Jesus e seus discípulos, não nos faz ser cristãos, pelo contrário, isso nos torna transgressores daquilo que foi abolido. Cristianismo é crer no que ele fez.

DEIXANDO JÁ

O verso a seguir, é uma advertência contundente do apóstolo Paulo para que a igreja não buscasse mais imitar a Jesus de Nazaré. Ele nos comunica a necessidade que temos de abandonar tudo aquilo que ele praticou segundo a lei.

Pelo que, “deixando os rudimentos da doutrina de Cristo”, prossigamos até à perfeição, não lançando de novo o fundamento do arrependimento de obras mortas e de fé em Deus. E da doutrina dos batismos, e da imposição das mãos, e da ressurreição dos mortos, e do juízo eterno. HEBREUS. 6: 1, 2.

A versão latina da bíblia, diz de forma mais explicita: deixando já, abandonem imediatamente, estes rudimentos.

RUDIMENTO: Elemento inicial; princípio, começo; esboço:
Primeiras noções; princípios:

Esta festa era um símbolo daquilo que estava por vir. Não podemos viver por simbologias, por isso, o apóstolo fala da necessidade de abandoná-las e irmos à perfeição.

Na carta à igreja de Corinto, o apóstolo, exorta-os, dizendo ser Cristo nossa Páscoa; não se envolvam mais com rituais do passado; a isto ele qualifica como fermento velho.

Alimpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque “Cristo, nossa páscoa”, foi sacrificado por nós. 1ª CORÍNTIOS. 5: 7.

Lá no passado eles tinham que celebrar a páscoa, por conta de uma ordenança, aqui, nos dias atuais, essa páscoa “já foi sacrificada” por nós. Não cabe hoje estarmos com um pedaço de pão em uma mão, e um suco de uva na outra, dizendo que estamos celebrando a ceia do Senhor.

O que te remete uma ceia? Abençoados, ceia é comida farta, voltamos a afirmar; era uma grandiosa festa.

Por isso façamos a festa, “não com o fermento velho”, nem com o fermento da maldade e da malícia, mas com os ázimos da sinceridade e da verdade. 1ª CORÍNTIOS. 5: 8.

Nossa festa agora é na mente, é no espírito; não servimos mais ao senhor com o corpo; não necessitamos mais de pão e vinho. Se o local aonde você frequenta, ainda tem este rudimento, saiba que isto não é igreja, mas sim uma sinagoga judaica, travestida de “cristã”.

Paulo escreve à igreja dos Hebreus, mostrando que tudo isto não tem valor algum para Deus, tudo não passa de simbolismo.

O qual era símbolo para o tempo de então, em que se ofereciam dádivas e sacrifícios, que, “quanto à consciência, não podiam aperfeiçoar aquele que fazia o serviço”. Pois consistiam somente em alimentos, e bebidas, e várias abluções e ordenanças da carne, impostas “até o tempo da reforma”. HEBREUS. 9: 10.

Eram ordenanças “para a carne”, não dava limpa consciência a ninguém, e estas só estavam em pé aguardando o tempo determinado por Deus, (o tempo da reforma), para serem abolidas. A reforma se estabelece no sacrifício perfeito da cruz, ali começa um novo tempo, uma nova era, um novo pacto, uma nova aliança.

Trazendo esta reforma para a igreja dos colossenses, Paulo chama-lhes a atenção da seguinte forma:

Portanto, “ninguém vos julgue” pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados. COLOSSENSES. 2:16.

DIAS DE FESTAS = Anuais
LUAS NOVAS = mensais
REPOUSO = semanais

O apóstolo cita estes eventos e deixa claro: tudo isto passou, não temos mais necessidades destas coisas, portanto não permitam que ninguém vos julgue impondo-lhes rudimentos. A páscoa era uma festa anual; até nisso eles erram; estão todos por ai, meses após meses, com um pedacinho de pão na mão, botando o povo em má consciência.

Dirigindo-se à igreja de Roma, o apóstolo, separa o espiritual do carnal, de uma forma brilhante.

Porque o reino de Deus “não é comida nem bebida”, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo. ROMANOS. 14: 17.

Saiam desta letargia; pão e vinho não te põem em comunhão com teu Deus; abandone tudo isso, para que possas reinar em vida.

Voltando um pouco a historia, Jesus disse a seus discípulos; Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. JOÃO. 6: 54. Isto não é carnalmente, não é físico. É crer que sua carne dilacerada, e o sangue derramado naquela cruz, foi sua pascoa eterna, ali esta a sua santa ceia.

Por diversos lugares, encontramos pintado, o quadro intitulado “A última ceia”. Sendo a última ceia, por que dão continuidade naquilo que ele deu por terminado? Vejamos o que escreve Lucas acerca disto:

E disse-lhes: Desejei muito comer convosco esta páscoa, antes que padeça; Porque vos digo que “não a comerei mais” até que ela se cumpra no reino de Deus. LUCAS. 22: 15 – 16.

Está bem claro aí! Por ventura não diz, que era para parar com este ato? Estará todo esse sistema religioso chamado cristão em “desobediência”? Sim, todos os meses, pisam no sangue derramado, tem por imundo a este sacrifício, levando o povo a pedir perdão de pecados (quando o pecado já foi abolido), para participarem de um ritual que é abominável aos olhos de Deus.

CONCLUSÃO

Vamos encerrar este estudo, recordando-lhes a única parte, vou frisar esta expressão ( esta é a única parte), em suas quatorzes cartas, na qual, Paulo toca neste assunto.

Esta é uma igreja criança, e ao abrir sua carta aos coríntios o apóstolo logo os desqualifica: não posso falar a vocês como a espirituais, pois vós sois carnais. (1ª CORÍNTIOS. 3: 1). Ali ele encontrou todo tipo de meninice, e uma delas era o ritual da chamada “santa ceia”. Logo, o mesmo trata de corrigi-los.

Nisto, porém, que vou dizer-vos não vos louvo; porquanto vos ajuntais, “não para melhor, senão para pior”.

Já de imediato, ele cita que não há glória alguma no que estão a fazer.

Porque antes de tudo ouço que, quando vos ajuntais na igreja, há entre vós dissensões; e em parte o creio. E até importa que haja entre vós heresias, para que os que são sinceros se manifestem entre vós. De sorte que, quando vos ajuntais num lugar, “não é para comer a ceia do Senhor”.

Isso ai que vocês estão a praticar, não é a ceia do senhor… Haloooo!!!

Porque, comendo, cada um toma antecipadamente a sua própria ceia; e assim um tem fome e outro embriaga-se. Não tendes porventura casas para comer e para beber? Ou desprezais a igreja de Deus, e envergonhais os que nada têm? Que vos direi? Louvar-vos-ei? Nisto não vos louvo.

Notem o que acontecia: Vocês comem como glutões, ficam embriagados, dão vexame. Abençoados, era uma festa; mesa farta, muita bebida e muita comida.

Deste ponto em diante, Paulo passa-lhes a explicar como foi feita a “última ceia”. Ele não está dizendo, que era para dar continuidade a isso. Eu quando estive com o Senhor, ele me explicou o que foi feito ali e o porquê fora feito.

Porque eu recebi do Senhor o que também vos ensinei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão; E, tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de mim. Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha.

Portanto, qualquer que comer este pão, ou beber o cálice do Senhor indignamente, será culpado do corpo e do sangue do Senhor. Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma deste pão e beba deste cálice. Porque o que come e bebe indignamente, come e bebe para sua própria condenação, não discernindo o corpo do Senhor.

O que vem a ser beber e comer indignamente? É estar em pecado?

De forma alguma, o pecado já foi tirado (HEBREUS. 9: 26). Beber indignamente é recordar este ato com uma cerimônia, que Deus mesmo tratou de bani-la da face da terra. É ter a este sangue imundo e indigno, trazendo para o seio da igreja, algo que já não tem mais valor.

Veja como Paulo encerra este assunto, mostrando que o resultado desta prática, está a colocar muitos doentes e em constante sonolência.

Por causa disto há entre vós muitos fracos e doentes, e muitos que dormem. 1ª CORÍNTIOS. 11: 17 – 30.

Estariam eles doentes por beberem muito? Estariam fracos e dormindo por comerem demais? De certo que não. Por isso o apóstolo sacode a igreja de Éfeso, com uma forte expressão:

Por isso diz: “Desperta, tu que dormes”, e “levanta-te dentre os mortos”, e Cristo te esclarecerá. EFÉSIOS. 5: 14.

Tomam suas “santas ceias”; suas hóstias, mas têm suas coincidências cheias de pecado. Fazem seus sacrifícios, mas temem perderem a salvação. Declaram ser mais que vencedores, porém, vivem em luta constante com um ser chamado diabo. É tempo de acordar, é tempo de “deixar já”, os rudimentos da doutrina de Cristo e irem à perfeição.

Te declaro; abençoado!!!!

Para solicitar estudos escreva-nos: estudosparepense@gmail.com

Curta nossas páginas no Facebook:

JH CALQUEOS https://www.facebook.com/JH-Calqueos-267765700080161/

LOUVORES EM GRAÇA – https://www.facebook.com/Louvores-EM-GRA%C3%87A-547150175483721/


Você é nosso visitante número: visitas